O Mapa de Piri Reis
Descoberto em 1929, o mapa de Piri Reis representa um dos grandes mistérios da humanidade. O mapa foi desenhado na época das Grandes Navegações por um almirante nascido em 1470.
Tratava-se das cartas de um almirante turco, Piri Reis, célebre herói (para os turcos) e pirata (para os europeus), que nos deixou um extraordinário livro de memórias intitulado Bahrye, onde relata como preparou estes mapas.Sua obra já era conhecida há muito tempo, mas somente adquiriu importância após a descoberta de tais cartas, ou melhor, após as cartas e o livro terem sido confrontados e averiguados sua veracidade.
Descendente de uma tradicional família de marinheiros, suas façanhas contribuíram para manter alto no Mediterrâneo o prestígio da marinha turca.
Em sua obra são descritas em detalhes as principais cidades daquele mar e apresenta ainda 215 mapas regionais muito interessantes.
Afirma ainda em sua obra que: "a elaboração de uma carta demanda conhecimentos profundos e indiscutível qualificação".
No prefácio de seu livro Bahrye, Piri Reis descreve como se baseou e preparou este tão polêmico mapa, na cidade de Galibolu, entre 9 de março e 7 de abril de 1513.
Declara aí que para fazê-las estudou todas as cartas existentes de que tinha conhecimento, "algumas delas muito antigas e secretas".
Eram mais de 20, "inclusive velhos mapas orientais de que era, sem dúvida, o único conhecedor na Europa".
Piri Reis era um erudito, e o conhecimento que tinha das línguas espanhola, italiana, grega e portuguesa, muito o auxiliou na confecção das cartas.
Possuía inclusive, um mapa desenhado pelo próprio Cristóvão Colombo, carta que conseguira através de um membro de sua equipe, que fora capturado por Kemal Reis, tio de Piri Reis.
Os mapas de Piri Reis são uma preciosidade, ilustrados com imagens dos soberanos de Portugal, da Guiné e de Marrocos.
Na África, um elefante e um avestruz; lhamas na América do Sul e também pumas.
No oceano, ao longo dos litorais, desenhos de barcos.
As legendas estão grafadas em turco.
As montanhas, indicadas pela silhueta e o litoral e rios, por linhas espessas.
As cores são as convencionalmente utilizadas: partes rochosas marcadas em preto, águas barrentas ou pouco profundas por vermelho.
No princípio não lhes foram atribuidas o devido valor, mas em 1953, porém, um oficial da marinha turca enviou uma cópia ao engenheiro-chefe do Departamento de Hidrografia da Marinha Americana, que alertou por sua vez, Arlington H. Mallery, um especialista em mapas antigos.
Foi então quando o "caso" das cartas de Piri Reis veio a tona.
O mapa de Piri Reis mostra pela primeira vez a América do Norte interligada com a do Sul e indica a Groelândia e a Antártica, que ainda não tinham sido descobertas. A riqueza de detalhes sugere que o documento só poderia ter sido elaborado a partir de fotografias tiradas de uma altitude elevada, recurso inexistente no século 16.
As indicações geográficas e projeções do documento são surpreendentemente precisas e, embora se trate de um mapa elaborado no antigo sistema portolano, as posições estão marcadas corretamente quanto à latitude e longitude, técnica que só se tornou possível três séculos depois, em 1790, com a invenção do relógio marítimo adequado.
Somente em 1790 o primeiro relógio marinho preciso foi inventado e os navegadores puderam saber sua posição exata nos mares.
Comparado a outras cartas da época, o mapa de Piri Reis as supera em muito.
Após uma série de análises, constatou-se que o mapa possuía centenas de pontos do planeta só conhecidos oficialmente séculos depois por outros navegadores, além de mostrar detalhes geológicos incríveis. Para muitos, o mapa só poderia ter sido desenhado caso o autor soubesse precisamente a circunferência da Terra, embora alguns dados do mapa não fossem exatos. Um exemplo disso é que a latitude e longitude de muitos pontos estão corretas, algo que só soubemos a calcular séculos depois.
E o mistério do mapa envolve a precisão dos detalhes, sobretudo da América e da Antártida, e as fontes que o inspiraram a fazê-lo. Ao todo, Piri Reis desenhou centenas de mapas regionais, e em todos incluía desenhos que representavam litoral e outras regiões.
Muitos acreditam que o nível de precisão do mapa só pode ser possível graças à fotos tiradas de alta altitude, recurso inexistente naquela época.
O resultado das pesquisas é incrível. As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exatamente como estavam à mostra antes da última glaciação.
E de maneira perfeita. Confrontando as indicações dos mapas com os levantamentos sísmicos realizados na região em 1954, tudo batia em perfeita concordância, exceto por um local, o qual Piri Reis indicava por duas baías e o mapa recente, terra firme.
Realizados novos estudos, verificou-se que Piri Reis é que estava certo.
O estudioso soviético L. D. Dolgutchin julga que as duas cartas foram elaboradas após a derradeira glaciação terrestre, com o auxílio de instrumentação avançada; o que nada nos esclarece.
Levando-se em conta a história como nos é contada e aos conhecimentos que temos em mãos, fica a pergunta:
"de onde vieram e como poderiam existir tais instrumentos antes de Colombo?"
E não se sabe onde ou no que Piri Reis de baseou para registrar informações de um período tão remoto. Além disso, a Antártida representada no mapa não estava coberta por gelo, e a América e o Pólo Sul estão conectadas por terra, por isso, alguns cartógrafos acreditam que a inspiração de Piri Reis veio de algum outro mapa de pelo menos 4.000 a.C.
A única dedução razoável é que quem cartografou o globo, há milhares de anos atrás, tinha alto nível tecnológico. Curiosamente, segundo Finaeus, o mapa por ele desenhado foi baseado em outras cartas muito mais antigas, a exemplo do mapa do turco Piri Reis.
A elaboração de tal levantamento cartográfico em uma época tão remota (10000 anos atrás), teria sido feita ou auxiliada por "visitantes" de uma civilização mais avançada que estariam em nosso planeta naquela época?





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